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Gil Vicente O Teatro de Gil Vicente
O Teatro de Gil Vicente
E pera declaração
desta obra santa et cetra...,
quisera dizer quem são
as figuras que virão

por se entender bem a letra.

  ... em  Romagem dos Agravados.
Lendo o Auto da India de Gil Vicente
Ler Erasmo e Gil Vicente

As figuras
nas personagens dos Autos
- os protagonistas -
em Obras


As suas obras dramáticas,
a lista de todos os autos,
em Autos

Datação das obras, dos Autos de Gil Vicente
Gil Vicente, artista da Renascença, reinventor do Teatro
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...pelo silenciar, silenciando...
 
Sobre a "Inquisição",
Censura na actualidade
    (para citar...)
   Texto publicado em
 
Gil Vicente, Carta de Santarém...
   (c) 2010, Noémio Ramos
   
      De um modo geral os meios culturais e científicos têm desenvolvido trabalhos de investigação sobre as actividades da Inquisição. Contudo, consideramos que o essencial não tem ficado bem explícito.
     A essência da Inquisição, aquilo que constituiu o seu verdadeiro âmago e a sua mais firme instituição, as ideias e o suporte da sua actividade mais danosa (a sua defesa e ataque), foi sempre o saber universitário, o saber desenvolvido e ensinado nas suas instituições dedicadas ao saber, o saber por elas reproduzido.
     O que constituiu a essência da Inquisição é o Saber Instituído, e este saber tem por suporte um sistema de segurança milenário que tem por base a vassalagem. Exactamente, as relações de vassalagem constituem ainda hoje a base da sua segurança, que ainda se serve de um medieval e bem instituído diz-se diz-se, isto é, as bem assinaladas citações dos ilustres letrados, e dos seus antecedentes, e as anteriores remetendo aos seus antecessores, assim se dirigindo ou em diagonal, ou progredindo por limitados palmos para a frente, para o lado, ou atrás, até atingir o dogma, que em tempos mais remotos seria chegar até à Bíblia e à sua interpretação, também ela (a interpretação) fundamentada pelas citações de citações. Os sábios destas instituições sempre se entrelaçaram entre si (em colóquios, conferências, congressos, publicações controladas e reservadas, etc.) em ideologias, muitas vezes primárias, que defendem como ciência, donde se constituem por donos e senhores únicos do saber, cilindrando tudo e todos os que se lhes oponham. Pois não eram sempre os professores doutores, as Cátedras das mais importantes universidades da Europa, aqueles que eram chamados para ajuizar das publicações mais polémicas? E não o serão (são) actualmente? 
     Para fazer um juízo do pensamento (obra) de Erasmo em 1527, em Valladolid, reuniram-se as principais Cátedras de Espanha, Portugal (Pedro Margalho, Diogo de Gouveia Sénior, e D. Estevão de Almeida), Itália, etc.. Quem ajuizou as obras de Giordano Bruno ou de Galileu, não foram as Cátedras das mais importantes universidades da época?

Gil Vicente denunciou algo que se aproximava desta situação quando escreveu na didascália inicial do Auto de Inês Pereira, porquanto duvidavam certos homens de bom saber se o autor fazia de si mesmo estas obras, ou se as furtava de outros autores..., contudo a preferência da Corte pelo seu trabalho foi, ao longo de toda a sua vida, a sua melhor defesa, mantendo o laço atado ao pé, tal como expôs pelo Parvo e Filósofo de Floresta de Enganos.

      O que hoje se passa em relação ao saber nas Cátedras universitárias não é muito diferente do que já se passou séculos atrás, somente as técnicas dos sábios das instituições são outras! Hoje quem contraria o Saber Instituído é apenas silenciado, não se faz de um simples galileu qualquer referência para que nem haja um mínimo de divulgação, dele se omite a existência e a dos seus trabalhos mesmo que publicados. Como se não existissem, tudo fica invisível à sociedade, cujo comportamento é também semelhante ao de outros tempos, apenas se diferencia pela maior eficiência que o progresso tecnológico nas comunicações trouxe para a cultura e sua divulgação. Já não se acusa nem se organizam processos de inquirição, pois para isso seria necessário assinalar algo como existente; já nem sequer se permitem dar a conhecer, nem se contrapõem argumentos, nem se negam, repetimos, - porque se omite de forma sistemática como se não existissem - além disso esta nova forma de censura inquisitória (não agindo nem reagindo) é mais económica e mais limpa, mais ecológica, dado que, por fim, nem é necessário aquele método primitivo da fogueira, pois há novos métodos mais silenciosos e que não provocam poluição em alarmismos sociais.
      Porém alguém poderá pensar que, ao contrário de há séculos, hoje há Ciência e por essa razão as coisas já não são como dantes! Na verdade os exemplos multiplicam-se *  nas mais diversas áreas das ciências, até mesmo na Física, quanto mais nas outras, nas ciências humanas ou nas Artes. Muitos cientistas estão nas universidades, e como noutros tempos, remam contra a maré, mas também muitos outros optaram por sair ou tiveram de abandonar as Instituições, muitos saíram por sua vontade por não suportarem mais os adeptos da actual e renovada laica Inquisição.  

      A rede Internet (web) não escapa a uma Censura, talvez até a mais eficiente, porque mais bem organizada pelos ‘motores de busca’, que de um modo geral funcionam mais pelas receitas financeiras ou pela sua possibilidade, do que pela integridade da sua autoproposta missão.
      Quem hoje faz uma pesquisa na Internet tem muito mais dificuldade em encontrar diferenças na informação obtida numa busca do que tinha há cinco ou seis anos atrás. Hoje a informação que não obedeça aos critérios comuns (enciclopédias caducas, revistas sujeitas a controlo "especializado", jornais ditos de "referência", etc.), aos dogmas de cada actividade ou área do saber, dificilmente surge como resultado de uma busca. Poderão dizer que isso se deve à quantidade de informação, mas o argumento não serve porque "uma quantidade igual de informação" será posta de parte pelo próprio motor de busca. Só se aceita que todos digam o mesmo, mesmo que da mesma maneira.
Trata-se de um controlo dirigido pelos fornecedores dos serviços Internet que obedece a pedidos de censura feitos por governos, instituições públicas e privadas. Trata-se de limitar as ideias correntes a determinados modelos que se considerem aceitáveis pelos detentores do Sistema do Poder e do Saber Instituído: instituições políticas, grandes empresas multinacionais e nacionais, organismos culturais, universidades, centros de investigação, etc..

       *  Exemplos significativos são:
      na Física conforme a leitura de José R. Croca, e Rui Moreira, Diálogos sobre Física Quântica - dos Paradoxos à Não-Linearidade, 2007, ed. Esfera do Caos;
      e também na investigação literária, lembramos um trabalho colossal, dos mais importantes das últimas décadas, de Selma Pousão-Smith, Rodrigues Lobo, os Vila Real e a estratégia do dissimulatio, 2008, ed. autor.

Para verificar se uma página está sendo indexada proceda à seguinte experiência:

1 - Pelo seu browser (Internet-Explorer, Firefox, Google Chrome, etc.), chame um dos motores de Busca, google.com  ou yahoo.com ou altavista.com ou mamma.com, etc..

     Todavia, atenção, nas buscas por palávra chave (keyword), ou por frases, o Google dá um tratamento diverso às páginas indexadas. Na nossa opinião, conforme a nossa experiência, o Google dá preferência aos sites que suportam publicidade ou outras formas de divulgação de parcerias, preterindo os sites conforme os seus próprios critérios (mais baseados no lucro possível do que em informação cultural ou outra), ou mesmo obedecendo a critérios de terceiros.
     Compare os resultados introduzindo as mesmas palavras no Google e no Yahoo, no Altavista, ou no Mamma, (etc.), e avalie a "independência" do Google... Introduza, por exemplo: gil vicente - em Yahoo, Altavista e depois no Google e verifique os resultados em cada caso.

2 - Na linha de input da frase para busca escreva o endereço (url) completo da página, e faça Enter.

3 - Se na resposta, essa página, o endereço (url) que introduziu, não aparecer em primeiro lugar é porque o seu conteúdo nunca foi indexado, ou se já esteve indexada, pior ainda, a página foi retirada do indice - foi censurada.


Em relação à nossa experiência adquirida:  (censurar silenciando)

1 - Este sítio esteve censurado. Desde Dezembro de 2009 mas apenas algumas páginas escolhidas a dedo! Mesmo que aparentemente liberto da censura não devemos perder o controlo... A Censura ao Site mantem-se, pois desde Abril de 2010 que a forma de Censurar passou para alguns dos indexadores, em especial a Google, onde as nossas páginas quando procuradas pela chave "Gil Vicente" são sempre impressas fora do lugar a que pertencem, em média a partir da página 8 ou 9 (+80/90 lugares atrás), atrás de muitissimos sites que quase não têm informação sobre Gil Vicente nem sobre a sua obra - trata-se de um favor que a Google faz a alguma Instituição portuguesa!

2 - Periodicamente procedemos à monitorização do sistema, o que nos permite conhecer o que se vai passando em relação às tentativas de controlo deste site por terceiros, seja directamente, seja através do fornecedor do alojamento, seja através dos crawlers. Por exeemplo, a Google (e outros) oferece um serviço aos Webmasters para que estes "verifiquem" o estado das pesquisas e indexação (entre outras coisas), onde, analisados os dados com frequência, podemos verificar como são manobrados (no caso pela Google) os resultados dos pedidos de busca por determinadas palavras chave... Favorecendo clientes (1) directos, (2) indirectos...
       A maior Censura processa-se ao nível dos motores de busca, que obedecem a organismos exteriores, que requerem a prioridade ou a falta dela, impedindo de ser indexadas certas páginas a pedido de certos governos e instituições do "saber", ou em alternativa travando a acesso quando as pesquisas dos navegantes se referem as determinadas palavras.

Exemplo:
      
       Entre parte do dia 14 e o dia 17 de Fevereiro (incluído) de 2010 estivemos impedidos de aceder à estatística de visitas e às log_file de acesso, à origem dos visitantes.
       Esta forma de Censura, invisivel ao visitante, foi-nos imposta durante aquele período.

Pode voltar a suceder - Aqui fica o alerta!
       A mudança de fornecedor de alojamento, sabemos que não seria solução, têm o mesmo comportamento...

        Em relação aos critérios dos buscadores (google, etc.), eles são soberanos. Cabe aos utilizadores da Internet escolherem quais os que devem usar.
        Ou às universidades criarem os buscadores que precisam, oferecendo publicamente os seus serviços...
        O ideal seria alguma Fundação (GNU - ou semelhante) criar um buscador independente e universal. Não subordinado ao lucro...

Outros casos (exemplos - ano de 2010):

        Em 27, 28 e 29 de Janeiro a actividade de Censura desactivou os registos de acesso a este site, durante parte do dia 27,  todo o dia 28 e parte de 29.
        O Programa de estatística de visitas ao site foi afectado por isso, assinalando zero visitas no dia 28 e reduzindo substancialmente o número de visitas no dia 27 e 29 de Janeiro.
        No passado dia 6 de Fevereiro de 2010, este sítio esteve bloqueado a partir da Europa, também nós não conseguimos aceder ao sítio, as únicas visitas registadas foram dos USA, Brasil e América Central.
     
        Só a partir de Agosto de 2010 (dois anos depois) foi restabelecida a indexação (crawler) do BING e MSN.
       
        A Google embora considere "Gil Vicente" como a primeira e principal palavra chave deste sítio, remete a apresentação deste "site" (agosto de 2010), para _ em média _ o lugar 70 (a partir da sexta ou sétima página), mas na maioria das vezes não a apresenta senão a partir da página 50 (+500) - só justificável por imposição activa obedecendo a pedidos obscuros de alguma Instituição do Saber Instituído em Portugal - apresentando gilvicente.eu após muitos outros sítios muito menos significativos (alguns ridículos), o que leva a reduzir o número de visitantes que acedem e este Sítio provenientes do buscador da Google.
        Apesar de as páginas serem apresentadas bem para lá do lugar 70, as entradas por pesquisa no Google estão representar cerca 24% dos visitantes.
       Os links directos, quase novecentos  (873) representam já (2010, agosto) cerca de 70% das novas entradas, mais de 3200 visitas e de 19700 páginas visitadas no mês de agosto de 2010.

      
Censura na actualidade e Internet
folha do Cancioneiro Geral censurado
Uma página do Cancioneiro Geral, 1516
de Garcia de Resende

Acção da Censura prévia para uma nova edição..
    Mostra-se aqui uma página como exemplo, há outras páginas com a intervenção da Censura.

     Na actualidade os métodos da Censura, que deixou de ser prévia, pode atingir efeitos bem mais consequentes...  A livre publicação cria uma aparência, uma falsa Liberdade de imprensa. Além disso, a Censura possui várias abordagens, diferentes e específicas aplicáveis a cada caso. Alguns desses métodos são quase imperceptíveis. 

      Cada vez mais é necessário que a distribuição de informação se faça de mão em mão: por email, indicando endereços internet cujas páginas não são indexadas, ou deixaram de o ser, etc.. Só assim se consegue divulgar e fazer chegar a informação ao público. E mais, as publicações terão de passar  ser feitas em formato digital, sem outros custos.
censura nas novs edições
         Sobre a Censura na Internet encontra um excelente   exemplo, com dados objectivos, tabelas de acessos e estatística das visitas em:

http://www.gilvicente.eu/dbp/censura_actual.html
Censura actual
censura nas novs edições
Queima de livros, Albigenser Dominikus

(c) 2008 - Sítio dedicado ao Teatro de Gil Vicente - actualizado com o progresso nas investigações.
GrammarNet

- Livros publicados no âmbito desta investigação, da autoria de Noémio Ramos:

978-989-977499-5 - Gil Vicente, Auto dos Quatro Tempos, Triunfo do Verão - Sagração dos Reis Católicos.
978-989-977498-8 - Gil Vicente, Auto dos Reis Magos, ...(festa) Cavalgada dos Reis.
978-989-977497-1 - Gil Vicente, Auto Pastoril Castelhano, A autobiografia em 1502.
978-989-977496-4 - Gil Vicente, Exortação da Guerra, da Fama ao Inferno.
978-989-977490-2 - Gil Vicente, Tragédia de Liberata, do Templo de Apolo à Divisa de Coimbra.
978-972-990009-9 - Gil Vicente, O Clérigo da Beira, o povo espoliado - em pelota.
978-972-990008-2 - Gil Vicente, Carta de Santarém, 1531 - Sobre o Auto da Índia.
978-972-990007-5 - Gil Vicente, o Velho da Horta, de Sibila Cassandra à "Tragédia da Sepultura".
978-972-990006-8 - Gil Vicente, Auto da Visitação. Sobre as origens.
978-972-990005-1 - Gil Vicente e Platão - Arte e Dialéctica, Íon de Platão.
978-989-977494-0 - Gil Vicente, Auto da Alma, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II... 
(2ª Edição)
978-972-990004-4 - Auto da Alma de Gil Vicente, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II...

- Outras publicações:
978-972-990000-6 - Francês - Português, Dicionário do Tradutor. - Maria José Santos e A. Soares.
978-972-990002-3 - Os Maios de Olhão e o Auto da Lusitânia de Gil Vicente. - Noémio Ramos.



Renascença e Reforma - líderes políticos e ideólogos - ideologia e História da Europa
Mapa do Sítio
© Noémio Ramos
Índice do Sítio
Lyrics in English
Livros Completos
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