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Liberata / Templo de Apolo

Velho da Horta / Cassandra

Gil Vicente cassandra e velho da horta

Sobre o Auto da Índia

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Gil Vicente, sobre as origens

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O Teatro de Gil Vicente
E pera declaração
desta obra santa et cetra...,
quisera dizer quem são
as figuras que virão

por se entender bem a letra.

  ... em  Romagem dos Agravados.
Lendo o Auto da India de Gil Vicente
Ler Erasmo e Gil Vicente

As figuras
nas personagens dos Autos
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em Obras


As suas obras dramáticas,
a lista de todos os autos,
em Autos

Datação das obras, dos Autos de Gil Vicente
Gil Vicente, artista da Renascença, reinventor do Teatro
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Sobre o tema do Auto da Alma
Noémio Ramos

       O tema do fresco de Perugino, na Capela Sistina, realizado em finais do século xv, (imagem a seguir) tem especial importância para o sistema ideológico que fundamenta a Igreja Instituição, e não apenas a Igreja Católica Apostólica Romana, mas todas as Igrejas Cristãs, embora todo o movimento da Reforma tivesse tido início exactamente pela contestação da ideologia que esta pintura representa.
Tudo o que sustenta a instituição de qualquer nova Igreja Cristã se apoia no princípio que só os seus mentores, os seus teólogos, etc., sabem e ou foram iluminados para interpretar as sagradas escrituras, a Bíblia, e que portanto, a salvação das almas passa só pela sua instituição, só a sua Igreja (cada uma delas) detem as chaves do céu, porque só a ela Cristo entregou essas chaves, o "Saber", a "Ciência" de interpretar a Bíblia: a Graça Divina.

       O tema deste quadro a fresco da Capela Sistina, nos seus fundamentos, figura exactamente os ensinamentos da interpretação alegórica da parábola do bom-samaritano.
       Muito embora o que acabamos de expor seja hoje uma realidade, todo o movimento que deu origem às várias divisões dos cristãos no século xvi, teve origem em Erasmo, no Enquiridion, Manual do Cavaleiro Cristão, publicado em 1503, onde o autor sublinha que a melhor arma para o militante cristão, a sua espada luminosa, na luta contra este Mundo (o Diabo) é a leitura e interpretação das sagradas escrituras, usando o seu conhecimento e seguindo o caminho e o exemplo de Cristo. Sublinhando Erasmo o direito de todos os indivíduos a interpretarem por si próprios a Bíblia, e a seguirem os seus ensinamentos, sendo isso mais importante que a sua ligação à Igreja Instituição e aos seus rituais, normas etc..

       O Auto da Alma de Gil Vicente, coloca na acção dramática, o chefe supremo da Instituição, da Igreja de Roma, o Papa Júlio II, confrontando-se com a doutrina de Erasmo no Enquiridion, e depois, tomando as suas próprias decisões, concluindo que: fora da Igreja não há salvação... Pois, conforme a interpretação da parábola, só à Igreja, a Hospedeira, foi dada a Ciência da Graça, a "ciência" de interpretar a Bíblia e a ensinar. Só a São Pedro foram dadas as chaves do Céu - sobre essa pedra, Pedro, foi construída a sua Igreja - assim sobre o seu túmulo está a ser construída a nova Basílica de São Pedro, a Pousada necessária para as almas se guarecerem com o serviço da Hospedeira.
      Assim também o enquadramento da acção dramática do Auto da Alma, foi construído numa primeira parte fora da Igreja (e igreja), seguindo a Alma (o Papa Júlio II) as recomendações de Erasmo no Enquiridion, pela afirmativa nas palavras do Anjo (o espirito da Alma) ou pela negativa nas palavras do Diabo (este Mundo, o corpo, a carne da Alma), e na segunda parte no interior da Igreja (e igreja), evidenciando assim a Alma, que fora da Igreja não teria salvação.


Auto da Alma
Perugino na Capela Sistina
Pietro Vannucci
      Jesus entregando as chaves do Céu a Pedro, sobre o qual construiu a sua Igreja. - fresco de Perugino na Capela Sistina.  Pintura de Pietro Vannucci, il Perugino

O Auto da Alma com o texto de apoio que acompanha a acção dramática conforme a leitura de Noémio Ramos.

Auto da Alma
um extracto deste livro em pdf




Uma conclusão da análise do Auto da Alma

      O Auto da Alma, evidencia assim o profundo conflito entre o que é doutrinado por Erasmus no seu Enquiridion, o Homem como (Cavaleiro, Soldado) militante cristão, e a realidade da sua época, a realidade que está a ser construída pelo Papa Júlio II, figurada pela realidade de facto da acção dramática.

       Podemos ler na acção da peça a análise crítica de Gil Vicente, dirigida a um e ao outro, aos dois lados em confronto ideológico, às duas visões da época: uma de Erasmus, ainda mergulhada nas ideologias da Idade Média, tentando restaurar a pureza ideal de um suposto passado cristão primitivo, baseado na doutrina de São Paulo; a outra de Júlio II, a visão romana e Imperial, baseada no Poder Institucional da Igreja Madre, definida e criada pelos santos doutores, mas renovada, renascida, Renascentista. Contudo, como a realidade da vida, como Gil Vicente evidencia, as duas posições são também contraditórias em si mesmas...
       Erasmus expõe a liberdade individual de qualquer alma poder interpretar a Bíblia, traz consigo a modernidade, o individualismo, a liberdade de pensamento e sua expressão, enquanto que Júlio II fixa, mantém e impõe os dogmas medievais, as relíquias e os rituais tradicionais do passado, o espectáculo da oração. Assim, na acção do Auto podemos ler a dialéctica da vida real, ao ver, observar, a dialéctica da obra de arte que se concretiza na acção dramática e se desenvolve ao longo da representação da peça.

       Representando-se: a consciência humana (do indivíduo) no uso do Poder, e a liberdade de pensamento e expressão, perante a necessidade de tomar decisões com o sacrifício dos valores pessoais em favor de valores mais importantes para a sociedade humana.
[p.183,]

A apresentação pública da sua Custódia de Belém

      O Auto da Alma é também a ocasião para apresentar à Corte e ao seu público em geral, os representantes do poder na cidade de Lisboa, a sua obra de ourivesaria: a Custódia de Belém.
       Esta divulgação da obra deu origem imediata à sua nomeação para diversos cargos relacionados com a actividade de ourives, conforme demonstra Noémio Ramos na obra acima citada.

      Embora o dia exacto da representação da obra não seja algo de importante, convém deixar claro que, o termo endoenças aplica-se (ainda hoje) aos dias entre domingo de ramos e domingo de páscoa, e no caso da acção do Auto da Alma, a II Parte da peça constitui uma paródia (uma ironia) à liturgia da palavra de sexta-feira de endoenças. As próprias iguarias (as relíquias) e o muimento assim o confirmam. A liturgia de quinta-feira é a do pão e vinho, enquanto que, a de sexta-feira celebra o sacrifício (como Agostinho no Auto), e relata os acontecimentos, desde o percurso para a morte, com Verónica, espinhos, flagelação, etc., crucificação - tal como a paródia do Auto.
      Apesar de tanta evidência, há ainda, em Maio de 2010, quem insista com a quinta-feira!
      Assistimos ainda à destruição desta e de outras peças de Gil Vicente, cujos fragmentos (são) foram apresentados em rapsódias (entre 15 Abril e 23 de Maio de 2010) no Teatro Nacional de D. Maria II em Lisboa. Sobre os rapsodos leia-se a Crítica e a página sobre o Íon de Platão.
    
Na verdade, mais parece que os "históricos sábios vicentistas" nunca leram Erasmo de Roterdão, nem estudaram História.



Erasmo de Roterdão
Papa Julio II figurado em Moisés
Erasmo em Gil Vicente
      Madre Igreja Santa = Basílica de São João de Latrão (em Roma), Sede do Bispo de Roma, o Papa, onde de encontra uma tábua da madeira do altar de São Pedro, a Mesa e a Cadeira do Papa, a Catedra Romana. Só o Papa diz missa nesse altar e se senta nessa Cadeira.
      No Auto da Alma, o Papa Júlio II é colocado no palco figurado por Gil Vicente como típico soldado ou cavaleiro cristão, com seu o Enquiridion,que nunca hás-de largar da mão”, fazendo por seguir as suas regras, seguindo o seu caminho para a clara luz da vida espiritual, ou fazendo o caminho que leva sem rodeios a Cristo, parando por várias vezes para rezar em pensamento (interiorizado), pois hás-de levantar os teus pensamentos ao céu, de onde te há-de vir a ajuda. Mas haverás de levantar também as mãos ao alto... (Em itálico as palavras de Erasmo no Enquiridion).

      A Alma retirada do Enquiridion, definida no capítulo vii, composta por uma parte carnal, o Diabo, e uma parte espiritual o Anjo, sendo a parte carnal a mulher que há em todos, o pecado, e a espiritual a celestial, que vai para onde veio. Ambos fazem parte de si mesma, devem ser máscaras do protagonista, pois a Alma enfrenta um combate consigo própria...
      A Alma está continuamente a ser solicitada por uma e outra parte, mas ela é livre de se inclinar pela parte que quiser (Erasmus). Com memória, livre entendimento, vontade libertada e livre arbítrio, a Alma está capacitada para tomar e fundamentar as decisões mais adequadas.

      Quanto à alma, somos tão capazes do divino que podemos mesmo ultrapassar a natureza dos anjos e unirmo-nos em unidade com Deus. De maneira que se não estivera unido ao corpo, seria algo divino... (Erasmus).
      [Anjo] Alma humana formada, / de nenhuma cousa feita, / mui preciosa, / de corrupção separada, / e esmaltada / naquela frágua perfeita, gloriosa... (Vicente).

      A alma recordando-se da sua linhagem celestial tende a subir com todas as suas forças, e luta contra a sua morada terrena... (Erasmus).
     [Anjo] Planta sois e caminheira, / que ainda que estais, vos is / donde viestes... (Vicente).

      Dado que somos peregrinos do mundo visível, não nos podemos deter em nenhum lugar… (Erasmus).
     [Anjo] Andai prestes! // Alma bem aventurada / dos anjos tanto querida, / não durmais / um ponto, não esteis parada… (Vicente).

      Mas este adversário ataca a tua alma imortal, (...) recorda-te que a vitória não chegará sem um esforço da tua parte... (Erasmus).
      [Alma] Tende sempre mão em mim, / porque hei medo de empeçar / e de cair. [Anjo] Para isso sou, e a isso vim, / mas em fim / cumpre-vos de me ajudar / a resistir. (Vicente).

      Veneras os santos e gostas de tocar as suas relíquias, mas desprezas a melhor que eles nos deixaram, isto é, os seus exemplos de vida santa. (…) Santo Agostinho já antes de se fazer cristão desprezava o dinheiro, tinha como vãs as honras mundanas, era indiferente à glória. (Erasmus).
      [Anjo] Não vos ocupem vaidades, / riquezas, nem seus debates, / olhai por vós, / que pompas, honras, herdades / e vaidades, / são embates e combates / para vós... (Vicente).
      (...)


      E assim se apresenta no Auto a caracterização da Alma e do Anjo até ao fim da cena, e logo depois, com a entrada do Diabo, prossegue em novas cenas, de modo a completar a figuração da ideologia (da imagem) criada por Erasmus para significar a luta do homem consigo próprio, ou em Gil Vicente as reflexões elaboradas para a acção do Auto da consciência humana.
      De seguida, acompanhando a caracterização da Alma, com a identificação da figura e da ideologia subjacente na figuração, Gil Vicente passa à figuração dos acontecimentos que envolvem a figura representada na Alma. E, apresenta-os do ponto de vista da ideologia do Enquiridion, como pecados…

      É assim que nos surge a exaltação da vaidade pelas primeiras grandes iniciativas públicas do Papa… Pois, não é em vão que Júlio II cria o Jardim das Estátuas no Vaticano, não é em vão que procura Miguel Ângelo para realizar a sua estátua (e o que logo virá a seguir), não é em vão que manda construir a nova Basílica de São Pedro, não é em vão que organiza as suas Entradas, ou os grandes festejos de exaltação pública, tal como o lançamento da primeira pedra da Basílica:
      Não são embalde os haveres, / não são embalde os deleites / e fortunas, / não são debalde os prazeres / e comeres, / tudo são puros afeites / das criaturas.

      Numa primeira parte do Auto, até ao primeiro contacto da Alma com a Madre Igreja Santa, até ao diálogo dos dois diabos, tanto a linguagem como os conceitos utilizados na acção dramática, como no seu texto, são os expostos por Erasmus, invertendo-se o seu sentido, quando são apresentados nas falas do Diabo... Os desejos do corpo, incluem portanto todos os desejos deste mundo: O que a vontade quiser / quanto o corpo desejar / tudo se faça / zombai de quem vos quiser / repreender / querendo-vos marteirar / tão de graça.
      E ao aceitar o que o corpo desejou e a vontade quis, sobressai a mulher (de parecer), que há nesse Adão, que há em todas as Almas - sublinhemos que a personagem de Alma não é uma figura feminina - pois trata-se da visão do Homem que Erasmus deixou no Enquiridion.

      Como referimos, pelos chapins de Valença figura a vitória sobre César Bórgia, como figura as cometidas do Papa em 1506 em Perugia e Bolonha, daqui para ali, as suas entradas triunfais, e de lá para cá no regresso a Roma:
      Uns chapins haveis mister, / de Valença, majestosos! / Ei-los aqui... / Agora estais vós mulher / de parecer... / Ponde os braços presumptuosos, / isso si! // Passeai-vos mui pomposa... / Daqui para ali, e de lá para cá / e fantasiai! / Agora estais vós formosa / como a rosa... / Tudo vos mui bem está, / descansai.

      Meu caro irmão cessa de olhar por todos os lados o que fazem os outros, e de te comprazer em ti mesmo em comparação com eles. (Erasmus)
      [Anjo] Que andais aqui fazendo? / [Alma] Faço o que vejo fazer / pelo mundo. (Vicente).

      A cegueira dá-nos uma falsa visão na hora da decisão, faz com que sigamos o pior em vez do melhor… É pois, necessário que distingas entre o que queres e o que hás-de evitar, por isso há que corrigir a cegueira para não vacilar na hora da escolha… (Erasmus)
      [Anjo] Alma santa quem vos cega / vos carrega / dessa vã desaventura. [Alma] Isto não me pesa nada! / Mas a fraca natureza / me embaraça, / já não posso dar passada / de cansada… (Vicente).

      Atendendo a que esta guerra, em curso, é a da Alma consigo própria, contra o seu corpo, nos conselhos dados pelo Anjo será para si própria que a Alma se dirige. Todavia, já o Diabo, o Mundo, atenta com uma guerra de facto, real, com sangue e muita gente morta, que é preciso enfrentar em nome de todos, da sociedade e do Estado, que é figurada de modo a suscitar uma recuperação do que lhe pertence, não a si, mas ao Estado de que faz parte, a todos os que fazem parte do seu corpus social, e assim insiste na necessidade de preparação da guerra contra Veneza:

      Olhai por vossa fazenda... / Tendes umas escrituras / de uns casais / de que perdeis grande renda, / é contenda / que deixaram às escuras / vossos pais. // É demanda mui ligeira, / litígios que são vencidos / em um riso, / citai as partes terça-feira, / de maneira / como não fiquem perdidos, / e havei siso.

      Talvez melhor que o Anjo a figurar e transmitir a doutrina de Erasmus, esteja o Diabo, personificando o antagonismo como contraponto aos preceitos ideológicos expressos no Enquiridion. Ambos fazem parte desta Alma, e ambos trabalham para um mesmo fim, pois de um modo ou de outro, ambos pretendem o sucesso da Alma, neste Mundo (de enganos) no caminho das Almas para a salvação. Há que recorrer à Hospedaria, para aí deixar a carga: Oh como vindes cansada! / E carregada!..., a sua riqueza, como para descanso e recuperação da Graça, para ser devidamente encaminhada e tratada (curada) pela Santa Madre Igreja.
      Às teses ideológicas de Erasmus vão agora sobrepor-se os já existentes pilares da Igreja, os três que são referidos no Enquiridion, mais um, silenciado, mas aí também presente nas críticas; um dos novos teólogos da escolástica, moderno para Erasmus, segundo as suas críticas, que surge na Igreja e cujo legado se impõe aos dirigentes eclesiásticos dos últimos séculos, que surge triunfante nos últimos concílios, São Tomás de Aquino. No Auto, Gil Vicente sobrepõe à velha (a romana pós mártires), e à então actual Igreja, a Igreja do futuro com a nova Basílica de São Pedro de Roma, como pretende o seu líder, renascentista, a Alma, que assume a direcção da Igreja, e por seu livre arbítrio decide, impondo a sua vontade fundamentada... Perante as teses que insistem no regresso às origens, a um cristianismo pelo sacrifício e pelo martírio: zombai de quem vos quiser / repreender / querendo-vos marteirar / tão de graça.

      A liberdade de pensamento, isto é, de o indivíduo interpretar livremente as Sagradas Escrituras apresentada por Erasmus, preconizada e realizada pelo próprio autor do Enquiridion, trazer para fora da Igreja a Graça Divina, encontra oposição desde as origens da Igreja... A oposição dos três santos doutores muito citados por Erasmus no seu Manual, cuja sustentação ideológica foi tão bem dramatizada por Gil Vicente neste seu Auto - a figurada concretização da interpretação alegórica da parábola do bom samaritano - demonstrando que o próprio autor não segue os conselhos que dá, ou seja, seguir o exemplo dos santos, e logo naquela parábola mais tratada por Agostinho, aquele santo que Erasmus mais recomenda!

      Sobre a figuração dos problemas políticos sociais e ideológicos pelos autores portugueses do início do século xvi, convém deixar aqui algumas palavras…
      Gil Vicente trata as questões ideológicas, políticas e sociais em muitas das suas obras, e até na sua última peça, Floresta de Enganos, explora este mundo - Templo de Enganos - do Auto da Alma, pois todo o mundo anda enganado, uma expressão do Enquiridion, que voltou a aparecer em Elogio da Loucura
     Atenção, o conteúdo desta página constitui apenas uma amostragem do exposto, fundamentado e comprovado na obra de Noémio Ramos.
     Que não se tome a parte pelo todo.
     A "saga de Erasmo" na obra de Gil Vicente continua, a peça seguinte nesta saga é o Auto de Sibila Cassandra do Natal de 1511... Consulte esta nossa página sobre essa obra-prima do teatro da renascença.
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(c) 2008 - Sítio dedicado ao Teatro de Gil Vicente - actualizado com o progresso nas investigações.
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- Livros publicados no âmbito desta investigação, da autoria de Noémio Ramos:

978-989-977499-5 - Gil Vicente, Auto dos Quatro Tempos, Triunfo do Verão - Sagração dos Reis Católicos.
978-989-977498-8 - Gil Vicente, Auto dos Reis Magos, ...(festa) Cavalgada dos Reis.
978-989-977497-1 - Gil Vicente, Auto Pastoril Castelhano, A autobiografia em 1502.
978-989-977496-4 - Gil Vicente, Exortação da Guerra, da Fama ao Inferno.
978-989-977490-2 - Gil Vicente, Tragédia de Liberata, do Templo de Apolo à Divisa de Coimbra.
978-972-990009-9 - Gil Vicente, O Clérigo da Beira, o povo espoliado - em pelota.
978-972-990008-2 - Gil Vicente, Carta de Santarém, 1531 - Sobre o Auto da Índia.
978-972-990007-5 - Gil Vicente, o Velho da Horta, de Sibila Cassandra à "Tragédia da Sepultura".
978-972-990006-8 - Gil Vicente, Auto da Visitação. Sobre as origens.
978-972-990005-1 - Gil Vicente e Platão - Arte e Dialéctica, Íon de Platão.
978-989-977494-0 - Gil Vicente, Auto da Alma, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II... 
(2ª Edição)
978-972-990004-4 - Auto da Alma de Gil Vicente, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II...

- Outras publicações:
978-972-990000-6 - Francês - Português, Dicionário do Tradutor. - Maria José Santos e A. Soares.
978-972-990002-3 - Os Maios de Olhão e o Auto da Lusitânia de Gil Vicente. - Noémio Ramos.



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