11ª peça conhecida de Gil Vicente. (
Em português
)

1512, O Velho da Horta.

Representado em 1 de Novembro de 1512.

Cenário: figura o
pátio octogonal, jardim das estátuas. Capela Sistina.

   Velho - figura o Papa Júlio II, caracterizado no prólogo e, com o cenário (e os autos anteriores, a mythologia) permite identificar o Velho, dono da Velha. 

   Moça
- figura a Arte, o pensamento livre, uma nova liberdade, uma liberdade de criar e decidir por si só. A Moça é digna, confiante e amistosa. Primeiro como donzela bela, passa por todos os conceitos de Arte que Platão expõe em Hípias (maior), para oferecer na peça o belo (a Arte) como prazer inteligível.

   Parvo
- figura Erasmo de Roterdão, padre da Igreja, servidor da Velha. Procura estabilizar e manter a união do Velho com a Velha.

   Velha
- figura a Igreja (instituição). É a “mulher” que o Velho tem de suportar.

   Alcoviteira
- figura Miguel Ângelo - uma personagem feminina figurando um homem e representada por um homem, é típico da comédia - a quem compete unir o Velho com a Moça, conforme o contrato estabelecido para a construção da Sepultura de Júlio II.

   Alcaide
- figura o oficial de Justiça em si mesmo (antiga designação).

   Beleguins
(4) - figuram os agentes de polícia que acompanham o Alcaide.

   Mocinha
- figura uma Vidente na forma de uma outra Moça. A sua função na peça é a de ler na água da fonte - já antes se (pre)via na fonte: vereis minha Sepultura ser chegada - lendo como presente o que está por vir (futuro). Uma ex-machine, com a finalidade de resolver e fechar os episódios em aberto.

    Ler a Análise do Auto do Velho da Horta com o texto da peça. 

As quatro filhas deserdadas são as principais nações italianas: Veneza, Florença, Milão, Nápoles.