Auto dos Quatro Tempos

Auto dos Reis Magos

Auto Pastoril Castelhano

Exortação da Guerra

Clérigo da Beira / Escrivães

Liberata / Templo de Apolo

Velho da Horta / Cassandra

Gil Vicente cassandra e velho da horta

Sobre o Auto da Índia

Alma / Papa Júlio II e Erasmo

Gil Vicente Auto da Alma

Visitação / Sobre as Origens

Gil Vicente, sobre as origens

Arte e Dialéctica - Íon Platão

gil vicente e plato
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Gil Vicente O Teatro de Gil Vicente
O Teatro de Gil Vicente
E pera declaração
desta obra santa et cetra...,
quisera dizer quem são
as figuras que virão

por se entender bem a letra.

  ... em  Romagem dos Agravados.
Lendo o Auto da India de Gil Vicente
Ler Erasmo e Gil Vicente

As figuras
nas personagens dos Autos
- os protagonistas -
em Obras


As suas obras dramáticas,
a lista de todos os autos,
em Autos

Datação das obras, dos Autos de Gil Vicente
Gil Vicente, artista da Renascença, reinventor do Teatro
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Os Autos de Gil Vicente
Obra Dramática de Gil Vicente - os Autos
(c) 2008, Noémio Ramos.
Lista das peças dramáticas, dos autos, de Gil Vicente

Na Lista dos Autos de Gil Vicente vamos acrescentar mais algumas peças, publicadas muitos anos depois como autos anónimos.

Nesta listagem colocámos os autos da Copilaçam de 1562, mais o Auto da Festa. A sua ordenação cronológica será divulgada logo que tenhamos preenchido as falhas na listagem de Todos os Autos que se nos apresentaram e que identificámos com autoria de Gil Vicente. São mais de sessenta.
1     Alma
2    Almocreves
3    Amadis de Gaula
4    Barcas, I – Inferno
        Barcas, II – Purgatório
        Barcas, III – Glória
5    Breve Sumário da História de Deus
6    Cananeia
7    Ciganas
8    Clérigo da Beira, Pedreanes
9    Cortes de Júpiter
10   Diálogo de uns judeus sobre a Ressurreição
11   Dom Duardos (versão 1)
        Dom Duardos (versão 2)
12   Exortação da Guerra
13   Fadas
14   Fama
15   Fé
16   Feira
17   Festa
18   Físicos
19   Floresta de Enganos
20   Frágua de Amores
21   India
22   Inês Pereira
23   Juiz da Beira
24   Lusitânia
25   Miserere, Oração (*)
26   Mistérios da Virgem, Mofina Mendes
27   Nau de Amores
28   O Escudeiro pobre, Quem tem farelos
29   O Velho da Horta
30   Pastoril Castelhano
31   Pastoril da Serra da Estrela
32   Pastoril Português
33   Pranto de Maria Parda
34   Pregação de Abrantes, “Sermão” (*)
35   Quatro Tempos
36   Reis Magos
37   Romagem de Agravados
38   Rubena
39   São Martinho
40   Sibila Cassandra
41   Sobre a Divisa da Cidade de Coimbra
42   Templo de Apolo
43   Triunfo do Inverno
44   Visitação
45   Viúvo
(*) Esta peça não é um Auto, não é exactamente Teatro, mas pode encenar-se o orador.
Entre os autos proibidos pela Inquisição:

      Jubileu de Amores
      Vida do Paço
** Aderência do Paço
...encontrámos alguns outros [Autos] que foram impressos sem que houvesse da parte do impressor a possibilidade da atribuição de um autor. Encontrámos até um caso em que houve troca na atribuição da sua autoria, entre o Auto de Florença, e o Auto do Duque de Florença, ou Cavaleiro de Florença. Este último, publicado como anónimo, é o auto escrito por João de Escovar para o príncipe Sebastião, futuro rei. Enquanto que o Auto de Florença, que seria o de autor anónimo é mais um auto de Gil Vicente. No próprio Auto do Duque de Florença se faz menção a Sebastião, enquanto que o Auto de Florença se integra no complexo mythológico do conjunto de autos que constituem o edifício de Mestre Gil.
[p.229 ]
O Auto de Dom Florisbel, a cujo texto tivemos acesso há muito pouco tempo, pela publicação de Teatro português do século xvi, I Volume, INCM, 2007, de José Camões, pela nossa análise do mythos e a colocação na sua data própria, consideramos ser o interdito pela Real Inquisição e até agora considerado desaparecido, Auto da Aderência do Paço**.
[p.229-230]

Também só através desta publicação de José Camões tivemos acesso ao textos dos autos: Caseiro de Alvalade, Escudeiro Surdo e Escrivães do Pelourinho. Pondendo ainda haver outros autos quinhentistas publicados como anónimos a cujo estudo nos dedicaremos logo que alcancemos os textos. Mas há muitos autos anónimos quinhentistas que não são de Gil Vicente.
Outros Autos de Gil Vicente.  
Publicados como anónimos:

Capelas
Caseiro de Alvalade
Cativos – Dom Luís e dos Turcos
Dom André
Dom Fernando
Dom Florisbel – Auto da Aderência do Paço **
Donzela da Torre
Enanos
Escrivães do Pelourinho
Escudeiro Surdo
Farsa Penada
Florença
Regateiras de Lisboa
Sátiros
Tragédia delos amores de Eneias e de la Reyna Dido
Vicenteanes Joeira
[p.231]
...estes autos seguem o modelo que terá obtido maior sucesso popular, o modelo de Índia, ou melhor ainda de Quem tem farelos. Pois de facto pensamos que terão sido estes, os autos desta última lista, os “anónimos” (...), os autos de Gil Vicente que, junto do povo alcançaram maior fama, aqueles que obtiveram maior sucesso durante várias gerações. Pois foram com certeza aqueles que mais se encenaram, e que talvez por isso não houvesse cópias em casa dos seus filhos, anos depois da sua morte. E talvez por parecer que não fazem referência à religião, que constituía o núcleo fundamental do saber das forças políticas da época, tenham sido considerados obras de menor importância. Aquelas obras menores que as mais delas se perderam.
Contudo são estes os autos, de capa e espada, como Capelas, Dom Fernando, Donzela da Torre, Dom Luís e dos Turcos, Sátiros, etc., que, tal como o Auto Quem tem farelos, vão criando os modelos para o que será mais tarde o teatro barroco.
Lembramos que a capa e espada também aparece referenciada na Copilaçam, no Juiz da Beira na didascália de entrada de Ferrão Brigoso em cena, com sua espada nua e capa no braço, como que saiu dalguma briga..., diz mais adiante: Ainda lá farei fataxas, / que eu, nam hei de ir sem espada! / Então, tanta cutilada, / estocadas altas, baixas, / nesses diabos... Pancadas! (850).
Lembramos, por exemplo, no Auto dos Sátiros, o desafio do Pomareiro Brás Flores, ao duelo de espada em defesa da dama, quando dizendo a Floriana que é escusado insistir com ele para se acalmar, Digo que é cosa escusada, se vira para Florisel e diz: E não tardeis, que esperando / vos estou com capa e espada! E mais tarde, no local combinado, as cenas de riso provocadas pelos seus receios, e o pavor que lhe provocam todos os ruídos ou movimentos, e até o vento. Mas contudo, lançai mão / da vossa capa e espada... Até que depois de várias peripécias de medo, ameaça e fuga à luta, entra o Amo e o Bovo a separá-los: A paz, a paz, cavalleros Lembramos ainda as cenas de cortejar da dama debaixo da janela, com canto e música, do Escudeiro, Quem tem farelos, de Dom Fernando, de Dom André... Ou de salvação da dama colocada em perigo ou contra-vontade, como em Donzela da Torre ou em Dom Luís.
[p.231-232]
Erasmo de Roterdão
Desiderius Erasmus
enigmas do renascimento
     No Epílogo de Auto da Alma, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II..., Noémio Ramos para completar uma ideia geral sobre a obra de Gil Vicente, apresenta uma listagm do conjunto das peças criadas pelo autor dramático, dando até uma ideia das tramas de algumas delas.
     Erasmus emerge nos nossos estudos ao fim de um longo processo de pesquisa, iniciado com a figura de Gil Vicente em Todo-o-Mundo e Ninguém, no Auto da Lusitânia, uma pista obtida na sequência do nosso estudo sobre a possível origem dos Maios, dos Maios de Olhão, dos Açores, da Beira Baixa e Alto Alentejo, de Valência de Alcântara, de Múrcia, etc.. Pois após algumas leituras de Rubena, porque aí encontrámos um verso igual a outro lido em Lusitânia, apercebemo-nos do Cisma em Cismena e João presente enquanto príncipe. Identificada a analepse na narração, o parto de Rubena, o Enquiridion, os cinco anos de Cismena que depois dos quinze é levada por um príncipe da Síria (Lutero), criado (da criação) de Felício (Erasmus), o homem dos adágios, que se esfuma ouvindo-se no seu próprio Eco, como Eco se auto-destrói por amor a Narciso (frei Narciso em Romagem), depois, foi estudar todos os autos, toda a literatura da época e a época. E não mais parar. Com o trabalho de estudo a ser concluído há que expor, há que escrever! [p.5]
...acesso à maioria dos autos anónimos
O Trabalho de Gil Vicente

       Na sua própria obra encontramos a descrição mais sintetizada de todo o seu trabalho de autor dramático. Estes versos retratam todo o trabalho de Gil Vicente, a referência ao outro desmazelado do teatro é significativa - ou mesmo propositada - quanto à informação que o autor pretende transmitir: a referência ao seu trabalho de Teatro.
Eu estava cá no chão,
com outro desmazelado
do teatro, tão alongado,
que via beijar a mão
mas não ouvia o falado.

E ocupei o cuidado
no que cada um diria…,
assim de minha fantasia…,
segundo vi o passado
e a mudança que via.

(Aclamação de Dom João III) 1521 - Gil Vicente
    Em Gil Vicente e Platão - Arte e Dialéctica, Íon de Platão... Noémio Ramos apresenta uma profunda análise do Íon de Platão, e a relação da obra de Gil Vicente com os textos didácticos de Platão, sem aporias, sobre a Arte e o discurso retórico baseado na dialéctica. Além disso, o autor apresenta a interpretação do Preâmbulo, e da Sepultura de Gil Vicente, à luz da obra de Platão.
a História contada...,

assim de minha fantasia,
segundo vi o passado
e a mudança que via.

                       

(c) 2008 - Sítio dedicado ao Teatro de Gil Vicente - actualizado com o progresso nas investigações.
GrammarNet

- Livros publicados no âmbito desta investigação, da autoria de Noémio Ramos:

978-989-977499-5 - Gil Vicente, Auto dos Quatro Tempos, Triunfo do Verão - Sagração dos Reis Católicos.
978-989-977498-8 - Gil Vicente, Auto dos Reis Magos, ...(festa) Cavalgada dos Reis.
978-989-977497-1 - Gil Vicente, Auto Pastoril Castelhano, A autobiografia em 1502.
978-989-977496-4 - Gil Vicente, Exortação da Guerra, da Fama ao Inferno.
978-989-977490-2 - Gil Vicente, Tragédia de Liberata, do Templo de Apolo à Divisa de Coimbra.
978-972-990009-9 - Gil Vicente, O Clérigo da Beira, o povo espoliado - em pelota.
978-972-990008-2 - Gil Vicente, Carta de Santarém, 1531 - Sobre o Auto da Índia.
978-972-990007-5 - Gil Vicente, o Velho da Horta, de Sibila Cassandra à "Tragédia da Sepultura".
978-972-990006-8 - Gil Vicente, Auto da Visitação. Sobre as origens.
978-972-990005-1 - Gil Vicente e Platão - Arte e Dialéctica, Íon de Platão.
978-989-977494-0 - Gil Vicente, Auto da Alma, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II... 
(2ª Edição)
978-972-990004-4 - Auto da Alma de Gil Vicente, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II...

- Outras publicações:
978-972-990000-6 - Francês - Português, Dicionário do Tradutor. - Maria José Santos e A. Soares.
978-972-990002-3 - Os Maios de Olhão e o Auto da Lusitânia de Gil Vicente. - Noémio Ramos.



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© Noémio Ramos
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