Auto dos Quatro Tempos

Auto dos Reis Magos

Auto Pastoril Castelhano

Exortação da Guerra

Clérigo da Beira / Escrivães

Liberata / Templo de Apolo

Velho da Horta / Cassandra

Gil Vicente cassandra e velho da horta

Sobre o Auto da Índia

Alma / Papa Júlio II e Erasmo

Gil Vicente Auto da Alma

Visitação / Sobre as Origens

Gil Vicente, sobre as origens

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Gil Vicente O Teatro de Gil Vicente
O Teatro de Gil Vicente
E pera declaração
desta obra santa et cetra...,
quisera dizer quem são
as figuras que virão

por se entender bem a letra.

  ... em  Romagem dos Agravados.
Lendo o Auto da India de Gil Vicente
Ler Erasmo e Gil Vicente

As figuras
nas personagens dos Autos
- os protagonistas -
em Obras


As suas obras dramáticas,
a lista de todos os autos,
em Autos

Datação das obras, dos Autos de Gil Vicente
Gil Vicente, artista da Renascença, reinventor do Teatro
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O Estudo da obra dramática de Gil Vicente
Publicações mais recentes Gil Vicente por si próprio..., e os outros

      Também em Castela o epíteto de Zapatero estava divulgado,
mesmo entre os cronistas do reino.

      Por morte de Isabel de Castela em 1504, ascende ao trono de Castela Felipe o Belo, pelo casamento com Joana de Castela (a louca),
- os pais do imperador Carlos V -
e quando Felipe chega a Espanha escreve o Cronista:


"...no queda zapatero en la corte
que no escriba para ofrecerse a Don Felipe..."


 
      Devemos referir-nos ao banqueiro - o sapateiro - nas obras de Gil Vicente (...).
      Devemos sublinhar que o costume deste epíteto permanece por todo o século XVI na literatura portuguesa, o sapateiro é o banqueiro. Aliás o banqueiro, além do epíteto de sapateiro, por vezes recebe de Gil Vicente ainda outros atributos que servem para especificar a que banqueiro se está a referir em determinada peça, como por exemplo, o Calçado do Juiz da Beira: Vem um sapateiro cristão-novo, do calçado velho… Também em Inferno (Auto da Barcas), o Sapateiro é sem dúvida nenhuma um banqueiro que carrega sempre consigo as formas de cunhar moeda.
      O suporte para o cognome de sapateiro encontra-se no uso generalizado naquela época do termo cabedal, como o conceito bem formado, do que hoje conhecemos por capital (no sentido financeiro) e, como sabemos, a etimologia das duas palavras é exactamente a mesma, do latim capitale, relativo à cabeça, principal… O uso da palavra cabedal com o significado exacto de capital financeiro está documentado em várias cartas e outros documentos de el-rei Manuel I de Portugal (conforme surge no exemplo da anotação anterior), e nas obras de João de Barros desde o Clarimundo às Décadas da Ásia e à Gramática.



    Publicações mais recentes:

   
Em 2014 publicámos a peça de Gil Vicente de 1502, Auto Pastoril Castelhano, com a análise completa da peça e alguns comentários. Também apresentámos breves indicações sobre Reis Magos e Sepultura de Gil Vicente.

    Em 2013 publicámos a peça de Gil Vicente de 1515, Exortação da Guerra, com a análise completa da peça e alguns comentários. Apresentámos também breves abordagens do Auto da Fama (1514) e da Oração Miserere Mei, de 1516/1517.

   Em 2012 publicámos mais duas peças de Gil Vicente, de 1526 e de 1527, com a análise e comentários. Nestas publicações encontra ainda algumas análises sobre outras peças de data próxima, assim:
   1526: (1) Templo de Apolo; (2) Comédia sobre a divisa da cidade de Coimbra - ou Tragédia de Liberata; (3) Farsa das Ciganas; (4) Clérigo da Beira - ou Pedreanes.
   1527: ... (2) Escrivães do Pelourinho - (Feira da Ladra).


     Se nunca leu ainda nada deste sítio e, se pensa que conhece Gil Vicente dos tempos de escola, antes da leitura desta página deve ler Gil Vicente - Obra dramática, na página inicial.

NOTASCabedal

      Entre muitos outros exemplos, transcrevemos este, bastante significativo: Em carta de el-rei D. Manuel, escrita na vila de Santarém em 8 de Fevereiro de l506, o rei faz mercê a Cromberger, impressor de livros: “ ...E querendo lhe fazer graça e mercê temos por bem que o dito Yacobo Cromberger e todos os outros imprimidores de livros que nos ditos nossos Reinos e Senhorios actualmente usarem a dita Arte de impressão tenham e hajam aquelas mesmas graças privilégios liberdades e honras que hão e devem haver os cavaleiros de nossa casa por nós confirmados, posto que não tenham cavalos nem armas segundo ordenança. E que por tais sejam tidos e havidos em toda parte, com tal entendimento que os ditos imprimidores que ora são e pelo tempo forem em estes Reinos e Senhorios que do dito privilégio houverem de gozar tenham de cabedal duas mil dobras de ouro. E mais que sejam cristãos velhos sem (...) suspeita do alguma heresia nem tenham incorrido em infâmia nem em crime de lesa majestade. E doutra maneira não... ” Lembramos que a actual pronúncia brasileira está mais próxima do século xvi que a portuguesa.

      A palavra cabedal conserva ainda os significados que a vida e a história atribui: uma acumulação de coisas de valor, bens, haveres, fazenda, riqueza, dinheiro, capital. Noutro sentido, a formação moral e intelectual adquirida por estudo ou experiência. Assim, não resistimos a lembrar um trecho da Gramática de João de Barros, no Diálogo em louvor da nossa linguagem com as conotações dadas ao termo cabedal (o dinheiro não gasto - os danos na pele e na formação):
      …Uma das coisas menos olhada que há nestes reinos, é consentir em todas as nobres vilas e cidades, qualquer idiota e não aprovado em costumes de bom viver, pôr escola de ensinar meninos. E um sapateiro que é o mais baixo ofício dos mecânicos: não põe tenda sem ser examinado. E este, todo o mal que faz, é danar a sua pele [o cabedal], e não o cabedal alheio [o dinheiro, maus sapatos ninguém os compra], e maus mestres deixam os discípulos [sem o cabedal formação, pois danam o cabedal] danados: para toda sua vida.


          Em 1532, no Auto da Lusitânia, Gil Vicente retrata-se no seu maio, ao mesmo tempo que retrata os seus estudiosos censores, os clérigos da Inquisição. Assim, aqui fica o que transcrevemos dessa peça - Lusitânia - quando analisámos a sua figura representada em Brás-Gil Terrón do Auto Pastoril Castelhano:

    Sem uma razoável compreensão das obras de Platão, pelos especialistas de hoje ainda consideradas muito herméticas, não será possível avançarmos na teoria da Arte, no esclarecimento dos processos criativos do pensamento, numa exposição mais clara de um pensamento figurativo. Contudo, Gil Vicente compreendeu bem o filósofo grego, pois, assim como o filósofo construiu o seu discurso pela Arte do drama, construindo em cada diálogo, uma acção dramática, baseada na História, com a definição de lugar e tempo da acção, assim também o fez o dramaturgo da Corte portuguesa, e assim seguiu a regra de ouro de Platão nas suas obras:

         ... dispondo e ordenando em conformidade o seu discurso, oferecendo à alma complexa discursos complexos e com toda a espécie de harmonias, e simples à alma simples.
     [ Platão,
em Fedro (277c - em conclusão de: 246e, 259c, e de 271a-273e) ].

     E é por isso que as obras de Gil Vicente, como as de Platão, são de extrema importância para a teoria da Arte nos seus fundamentos. Contudo, antes de se avançar numa teoria da Arte é necessário e indispensável conhecer e compreender as obras de Arte, e ir mais além da forma aparente (das sombras) de uma obra de Arte.
    Este tem sido o objectivo do nosso trabalho.




(c) 2008 - Sítio dedicado ao Teatro de Gil Vicente - actualizado com o progresso nas investigações.
GrammarNet

- Livros publicados no âmbito desta investigação, da autoria de Noémio Ramos:

978-989-977499-5 - Gil Vicente, Auto dos Quatro Tempos, Triunfo do Verão - Sagração dos Reis Católicos.
978-989-977498-8 - Gil Vicente, Auto dos Reis Magos, ...(festa) Cavalgada dos Reis.
978-989-977497-1 - Gil Vicente, Auto Pastoril Castelhano, A autobiografia em 1502.
978-989-977496-4 - Gil Vicente, Exortação da Guerra, da Fama ao Inferno.
978-989-977490-2 - Gil Vicente, Tragédia de Liberata, do Templo de Apolo à Divisa de Coimbra.
978-972-990009-9 - Gil Vicente, O Clérigo da Beira, o povo espoliado - em pelota.
978-972-990008-2 - Gil Vicente, Carta de Santarém, 1531 - Sobre o Auto da Índia.
978-972-990007-5 - Gil Vicente, o Velho da Horta, de Sibila Cassandra à "Tragédia da Sepultura".
978-972-990006-8 - Gil Vicente, Auto da Visitação. Sobre as origens.
978-972-990005-1 - Gil Vicente e Platão - Arte e Dialéctica, Íon de Platão.
978-989-977494-0 - Gil Vicente, Auto da Alma, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II... 
(2ª Edição)
978-972-990004-4 - Auto da Alma de Gil Vicente, Erasmo, o Enquiridion e Júlio II...

- Outras publicações:
978-972-990000-6 - Francês - Português, Dicionário do Tradutor. - Maria José Santos e A. Soares.
978-972-990002-3 - Os Maios de Olhão e o Auto da Lusitânia de Gil Vicente. - Noémio Ramos.



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© Noémio Ramos
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